sábado, 30 de maio de 2009

Pessoal, passo apenas para avisar que a partir de hoje (30/05/2009) somente vou postar em meu novo blog:

http://desvendandonarciso.blospot.com


Gracias aos poucos que acompanharam o blog!

"O único conselho, de fato, que uma pessoa pode dar à outra sobre o ato de ler é não seguir conselho algum, seguir seus próprios instintos, usar suas próprias razões, chegar a suas próprias conclusões"

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Todos meus "amigos" de infância viraram clichês.

Todos meus “amigos de infância” viraram clichês.

E mesmo armados de uma arrogância fatídica, ao tentarem mostrar sua “originalidade” (um tanto quanto ordinária), acabam sempre caídos na vala do jovem médio, manipulado e arrogante, que necessita se auto-afirmar para fugir da aflição e do temor de ter de admitir, a todos e a si mesmo, não ser o super-humano onipotente que transparece, todavia não transpira.

Jovens padronizados.

Suas opiniões “Ctrl C + Ctrl V” mostram a força de um senso comum vil, advindo de intelectuóides que em nada querem contribuir com seus próprios leitores, ouvintes ou espectadores, e apenas buscam uma autopromoção através da tendência preguiçosa dos pseudos do século XXI, a new wave da crítica, mesmo em casos onde esta não se faz necessária e não é provocada.

Antes de qualquer xingamento ou cara feia aviso, desde já, não tratar-se esse desabafo de um ataque à crítica embasada, coerente, com bases concretas, com origens válidas e, por fim, pérola negra.

Não.

Falo aqui do criticar por criticar, originado da preguiça do jovem cidadão em inteirar-se e buscar a verdade por trás de determinada informação, opinião, fato, palpite, et cetera, por diversos meios, não simplesmente recebendo e reproduzindo o alimento multimídia que lhe é processado, inserido dentro de sua cabeça e vomitado através de sua boca.

“Pasteurizar”.

É preciso que o jovem crie um senso-crítico capaz de eliminar os microrganismos presentes no alimento que lhe é oferecido através dos grandes e, por que não, dos pequenos meios midiáticos. Faz-se necessário, de certa forma, “pasteurizar” o conteúdo que chega sujo e deformado ao sujeito, de maneira com que a essência deste seja aproveitada plenamente, hermeticamente, sem a externa influência que o deturpa logo após a sua concepção.

O mais importante.

O mais importante, todavia - e apesar da relevância de filtrar informações e opiniões externas -, é o questionamento do sujeito acerca de conceitos pré-existentes, ou seja, das opiniões e informações ratificadas que acabam se convertendo em senso comum.

Antes de defender qualquer ponto-de-vista ou idéia o ser que pensa tem por obrigação a análise através do plano racional.

“Por que defendo isso? Qual a origem desse conceito/idéia? No que se baseia esse ponto-de-vista? Por que devo tomar isso como certo e inquestionável?”

A paixão exacerbada pela verdade não questionada da tradição faz com que sujeitos (singulares/únicos) transformem-se em massa, com um alento um tanto quanto irracional, o que, do ponto de vista da evolução do pensamento humano é um tanto quanto preocupante.

O niilismo, apesar de seu caráter destrutivo, se mostra muito positivo quando discute os valores tradicionais, princípios e critérios absolutos. A “filosofia niilista” (se é que isso pode ser entendido como uma filosofia) caracteriza-se “pela crítica e pelo desmascaramento” o que acaba por revelar “a abissal ausência de cada fundamento, verdade, critério absoluto e universal e, portanto, convoca-nos diante da nossa própria liberdade e responsabilidade, agora não mais garantidas, nem sufocadas ou controladas por nada".

Esse pequeno conceito dessa forma de pensar esclarece o que tenho como basilar em qualquer ser que busque a liberdade, mesmo esta sendo apenas a liberdade do pensamento. E quando falo em liberdade (desculpe a redundância) não trato da liberdade de expressão.

Opinar por opinar, qualquer Caetano opina.

Falo aqui do pensar livre como o pensar racional, sem qualquer interferência externa, do criar juízos e opiniões não através de juízo e opinião de outrem, todavia através do fato, acontecimento ou coisa concreta, da essência.

A análise da essência é autoconhecimento!

Pesquisando na internet o significado do último termo da frase acima, para minha surpresa e satisfação, encontro nas explicações sobre autoconhecimento como projeto ético que “filósofos como Platão, Spinoza, Freud e Moran fazem parte de uma tradição que vê o autoconhecimento como uma conquista ou realização que traz saúde e liberdade para a pessoa”.

Concordo em gênero, grau e número com esse time de filósofos (até porque discordar deles não é pra qualquer mero humano) e digo mais (com toda a humildade e sem pretensão nenhuma de “somar” algo à teoria dos filósofos): acredito que o autoconhecimento deveria ser prática diária, hábito.

Uma das características do jovem contemporâneo - além de tentar viver qualquer experiência no maior grau de intensidade possível - é a busca pela originalidade, que se faz um tanto quanto duvidosa, posto que baseada (copiada) de ícones, na maioria dos casos, em personalidades tidas como fortes, diferentes e marcantes.

O que estes pequenos seres não entendem e não enxergam é que a busca incessante pelo enquadramento dentro de um padrão tido como ideal, feita através de uma tentativa de adequação ao que é visto, reiterado e processado pelos grandes meios, através do uso de figuras simbólicas, não traz a satisfação de espírito e, pior, impossibilita um autoconhecimento aprofundado por parte do jovem, em razão deste estar maquiado e divagando dentro de um mundo ao qual não pertence, e provavelmente nunca vai pertencer.

E este é o ponto!

O pequeno cidadão deve analisar, entender e conhecer sua condição, seu corpo, seu modo de pensar, seus gostos, seus jeitos, seus trejeitos, etc. O exercício desse autoconhecimento é a maior fórmula para a originalidade tanto almejada, todavia por poucos descoberta. O original não está fora do ser, não é algo captado, externo, pelo contrário, o original é algo que surge da exteriorização do conjunto de características presentes dentro de uma pessoa e, por fim, é único.

Portanto, menino, saiba que você não é o 50 Cent, e provavelmente vai morrer tentando ficar rico e, menina, hell yeah você não é a motherfucking princess da Avril Lavigne.

É triste? Pode ser, mas é verdade, e o que realmente importa pode ser descrito com apenas três palavras (e uma pontuação entusiástica por minha conta!):

Você é único!

Saiba lidar com isso, quem ganha é você.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Novos planos vem aí, olê, olê, olá.

Eu e Everton Gargioni, artista ímpar de Campo Grande-MS e agora residente em Caxias, estamos a elaborar novos projetos para esse final de ano / início do ano que vem. Não há uma idéia concreta e exata, ainda, da área artística a ser explorada (logicamente já pensamos em várias formas), o que, porém, não impede que eu diga que a "essência da coisa" dar-se-á em torno da crítica (tanto externa quanto auto-crítica) de questões vividas diariamente, todavia pouco refletidas e muito "camufladas".

Posso afirmar, com convicção e confiança, que coisas muito boas e diferentes sairão dessa parceria.


PS: a parceria como amigo já existe há algum tempo.


Créditos: o autor do blog.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Voltando..

Vou voltar a postar por aqui.

Tá na hora.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Hipóteses

Cansado de questões como "E essa barba?", "Brigou com o Gillette?", entre outras do gênero, resolvi formular algumas hipóteses do motivo da adoção desse "visual":

1 - Tô fazendo estágio com o Papai Noel, no final do ano já devo começar a entregar presentes pra crianças ricas;

2 - Cometi um crime bárbaro e tô tentando disfarçar meu rosto;

3 - Sou Jesus Cristo. Cansei do céu e tô em Caxias à procura de novas drogas.


Mais hipóteses futuramente.


PS: cortei a barba.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007


A Triste Contenda (entre Eu e Eu)

No dia da grande batalha entre eu e eu interior
Perdi a noção de direção
E fiquei ali, imóvel
E logo no segundo dia houve divergência quanto à questão do tempo
Ou teria sido no segundo mês?
Estático, vi a lua dar lugar ao sol por diversas vezes, e meus pêlos e unhas crescendo
Não compreendi
Deparei-me com a escuridão, não enxergava mais
Não lembrava, todavia, se já iniciara a batalha cego
ou se assim havia ficado após uma desgastante briga entre as duas forças
Minha noção de tempo esmaecera silenciosamente
e desaparecera por completo, constatei
E o silêncio não tardou a chegar
Tragado pelo desespero, perdi a razão
Tentei me debater, mas não existia mais tato
Cansado, acabei por perceber que não era, forjara ser
E por fim, apático e triste, concluí:
Nunca existi.
(A guerra acabava, com os dois lados se entregando).
Créditos: O autor do blog.